segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quase não é o bastante


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
(Luiz Fernando Veríssimo)

domingo, 24 de maio de 2009


sou o tipo de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso.

Vou mergulhar





Vou mergulhar no mar,mesmo com a água impura

E vou beber o vinho acima da temperatura

Prá que eu me divirta às vezes basta um sorriso

Às vezes uma palavra é tudo que eu preciso
Vou correr atrás da bola até o juiz apitar

Trabalhar por prazer até o dia clarear

O dia tá bonito mesmo com temporal

E a Bahia continua linda
Vou mergulhar no mar mesmo com a praia escura

Vou gozar a liberdade de uma vida sem frescura

Pra que eu me divirta basta um dia bonito

Usar a cor azul do céu no meu vestido
Posso enxergar ao longe

No meio da cerração
Posso ancorar no espaço a minha embarcação

A noite vai reluzir mesmo sem lua cheia

A vida será perfeita mesmo sem perfeição

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Um passo de cada vez


Apresse-se e espere.Tão perto, mas tão longe tudo o que você sempre sonhou. Tudo bem,perto o suficiente pra você provar..mas você não consegue tocar.
Você quer mostrar para o mundo, mas ninguém sabe o seu nome ainda.Você imagina quando, onde e como você vai fazer acontecer.Você sabe que pode, se você tiver a chance.
Na sua cara, parece que as portas estão batendo,agora você está se sentindo mais e mais frustrado e você está ficando muito impaciente.
Esperando, nós vivemos e aprendemos a dar um passo de cada vez...não há razão para correr.É como aprender a voar, ou se apaixonar.Vai acontecer quando tiver que acontecer.Aí nós descobrimos por que um passo de cada de cada vez.Quando você não pode esperar mais e não há um final à vista(quando você precisa encontrar a força)é a fé que te faz mais forte.
O único jeito de chegarmos lá é dando um passo de cada vez...